- Um dos mais
populares esportes em todo o mundo, o basquetebol (nome reduzido no Brasil, com
freqüência, para basquete), é originário dos Estados Unidos e tem um idealizador, ao
contrário dos outros esportes, derivados de jogos e passatempos cujas origens se perdem
na Antigüidade.
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Esporte criado especialmente
para recinto fechado, o basquetebol nasceu da necessidade de exercitar estudantes em
Springfield, Massachusetts (Estados Unidos), durante o inverno, quando não podiam
praticar a maioria dos esportes ao ar livre. Foi o canadense James Naismith, professor de
educação física, quem o lançou naquela cidade, em 1891, e logo o basquetebol
propagou-se pelo mundo. É atualmente um dos esportes mais difundidos e ampliou-se de tal
forma que as competições já não se limitam aos ginásios esportivos, sendo
infinitamente superior o número de quadras ao ar livre.
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Origem e evolução. Praticado inicialmente por nove homens de cada lado, o jogo
tinha como objetivo a marcação de pontos por meio do arremesso da bola em velhas cestas
de colher pêssegos, colocadas em lados opostos a uma altura de três metros. De tão
simples engenho resultou um esporte essencialmente técnico, vibrante e de muita
emotividade. Devido ao pequeno tamanho da quadra em relação ao número de jogadores,
limitado há muito a cinco atletas, tornou-se inevitável basear seu desenvolvimento na
velocidade e no raciocínio instantâneo. O basquetebol, antes muito esquematizado e
rígido, cedeu a dois princípios
fundamentais: qualidade e recursos individuais dos jogadores e seu preparo físico.
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Idealizado para classes de ginástica e recreação, o basquetebol comportava
ilimitado número de jogadores de cada lado. Na Universidade Cornell, por exemplo, como
existissem cem alunos, o professor os dividia em conjuntos de cinqüenta e, segundo seu
depoimento, quando a bola ia para uma das extremidades da quadra, o aluno que a controlava
era acompanhado pelos restantes 99.
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Deu-se em 1893 o primeiro passo para a padronização das equipes: cinco jogadores
para quadras pequenas e nove para quadras de dimensões maiores. Em 1895 as regras fixaram
em definitivo o número de cinco, hoje adotado universalmente.
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Regras. O basquetebol é disputado em quatro períodos de dez minutos cada um, sob a
direção de dois juízes, um com autoridade de árbitro, o outro como fiscal. A quadra
deve ter 28m de comprimento por 15m de largura, com uma linha central que delimita as
áreas de ataque e defesa de cada equipe. Em cada lado há uma tabela com um aro de 45cm
de diâmetro, em posição horizontal, à altura de 3,05m do piso. A contagem dos pontos
é feita através da marcação de cestas, ou seja, a passagem da bola através do aro, de
cima para baixo. Uma cesta valerá dois pontos, a menos que o arremesso tenha sido feito
fora da "linha-de-três-pontos" um
arco traçado em cada extremidade do campo, com um raio de 6,25m a partir da projeção
vertical do centro do aro; nesse caso, a cesta valerá três pontos. Uma cesta de lance
livre valerá um ponto. O jogo será decidido pela obtenção de maior número de pontos
durante seu transcurso. Em caso de empate, haverá prorrogação de cinco minutos, tantas
vezes quanto necessárias para que se defina o vencedor.
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Dentro do arco da "linha-de-três-pontos" há um desenho, denominado
"garrafão" devido a sua antiga forma, que foi modificada, alargando-se para
descontar a vantagem dos jogadores mais altos. Se um jogador permanece três segundos no
"garrafão", quando em ataque, sua equipe perde o direito ao domínio da bola,
que passa para o quadro adversário, como lateral. Da "cabeça do garrafão", em
semicircunferência, é que se executam os lances-livres. Se convertidos, resultam em
saída pela equipe que sofreu o ponto; em hipótese contrária, o jogo prossegue. No caso
de dois lances-livres sucessivos, a regra
prevalece para o segundo. A zona do "garrafão" tem importância fundamental,
pois nela se disputa o "rebote", que é a bola sobrada no repique de um
arremesso que se choca na tabela ou no aro da cesta. Uma equipe não pode dominar a bola
mais de trinta segundos sem arremessar à cesta. Caso contrário, há uma cobrança de
lateral pelo adversário. A bola tem entre 75 e 78cm de circunferência e pesa de 600 a
650 gramas.
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Há dois tipos de infrações: violação e falta. Uma violação é uma infração às
regras, punida com a perda da bola, que será entregue ao adversário mais próximo, para
a cobrança de um lateral perto do lugar em que ocorreu a violação. Uma falta é uma
infração que envolva contato pessoal com um adversário ou comportamento antidesportivo.
Se o infrator cometeu a falta na defesa, a punição consiste na cobrança, contra sua
cesta, de dois ou três lances-livres; se no ataque, aplica-se a regra de violação. A
falta pode ser pessoal (sobre jogador contrário), técnica (infração
extra jogo,
indisciplina ou reclamação imprópria) e intencional (falta pessoal agravada pela
intenção de cometê-la, ou falta violenta, a critério do
árbitro). O jogador que totaliza cinco faltas é desclassificado da partida, mas pode ser
substituído. Nas faltas técnicas, a equipe passa a sofrer dois lances-livres se o
infrator está na quadra. A falta intencional é punida com mais um lance-livre. Constitui
uma violação correr com a bola na mão ou golpeá-la com o punho. Chutar a bola ou
impedir sua passagem com qualquer parte da perna é também uma violação, mas só quando
isso é feito deliberadamente.
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Sistemas de jogo. À medida em que o basquetebol foi-se desenvolvendo, técnicos e
jogadores inventaram complicadas jogadas e manobras ofensivas. Alguns sistemas buscam
contagens altas e enfatizam a velocidade e os lançamentos. Outros se preocupam mais com a
diferença do placar e concentram-se no controle da bola, utilizando deslocamentos menos
rápidos. De qualquer modo, todos são concebidos para romper sistemas defensivos, sendo
as táticas defensivas os principais fatores do estilo de jogo.
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Existem dois tipos clássicos de defesa. Um baseia-se na marcação por zona, o
outro na marcação jogador a jogador. No primeiro, cada jogador é designado para vigiar
uma certa área da quadra, onde ele tenta cortar o ataque adversário. No segundo, o
jogador marca sempre o mesmo adversário, em qualquer área da quadra. A preferência pela
defesa por zona ou jogador a jogador depende das características das duas equipes, que
podem tornar aconselhável uma ou outra tática. Atualmente a maioria dos treinadores
prefere um terceiro tipo de marcação, denominado "jogador na zona". Nessa
variante tática, três jogadores recuados orientam a marcação efetuada pelos outros
dois, mais avançados. Também se usa muito um jogador que marca individualmente o
adversário com a posse de bola, enquanto seus quatro companheiros marcam a zona entre a
bola e a cesta. Esses quatro deslocam-se conforme
os deslocamentos da bola.
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A defesa por zona foi definida pouco antes de 1910, nos Estados Unidos. Ela torna
mais fácil conseguir rebotes, assim como o contra-ataque rápido, a volta à defesa e o
aproveitamento de jogadores menos rápidos. É muito eficiente contra equipes fracas em
arremessos a curta e média distância, bem como contra equipes de maus passadores de
bola, e diminui o número de faltas individuais. Por outro lado, exige melhor treinamento
de conjunto, não permite marcação especial de jogadores adversários excepcionais e
não é eficiente contra equipes de bons arremessadores. Na defesa jogador a jogador, o
atleta mais alto geralmente marca o pivô do time contrário, e os dois armadores se
marcam mutuamente. A marcação jogador a jogador é em geral mais eficiente do que a por
zona, porém leva a um número maior de faltas, razão por que exige equipes com vários
jogadores hábeis e um bom banco de reservas.
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As táticas ofensivas, por sua vez, evoluem de forma a romper as defesas montadas
conforme os diversos sistemas. Consistem em séries planejadas de deslocamentos e passes,
que têm por objetivos atrair jogadores adversários para fora de suas posições
favoráveis, de modo a abrir espaço aos atacantes, fazer avançar a equipe e, finalmente,
colocar um jogador em posição de arremessar. Equipes bem treinadas são capazes de mudar
de tática durante o jogo para ajustar-se às mudanças de situação, e também superar
os pontos fortes do adversário, bem como explorar suas deficiências.
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Basquetebol no Brasil. Por volta de 1896, o professor Augusto Shaw introduziu o
basquetebol no Mackenzie College, de São Paulo, entusiasmando seus alunos. A
implantação definitiva do esporte, todavia, só ocorreu a partir de 1912, sob o impulso
de campanha desenvolvida pela Associação Cristã de Moços. Por iniciativa da ACM, em
1915 realizou-se um primeiro campeonato.
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Em 1925, disputou-se o primeiro certame brasileiro, reunindo o antigo Distrito
Federal e São Paulo, com a vitória dos cariocas, numa promoção da Confederação
Brasileira de Desportos, que dirigiu o basquetebol até 1933, ano em que foi fundada a
Federação Brasileira de Basquetebol, nome modificado em 1941 para Confederação
Brasileira de Basquetebol.
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Deve-se ao técnico americano Fred Brown muito do que é o basquetebol brasileiro
no presente. Trouxe-o para o Rio de Janeiro o Fluminense Futebol Clube, em 1920.
Experimentado técnico de campo e de gabinete, Fred Brown radicou-se no Brasil, lançou as
bases de melhor organização e impulsionou o esporte. Foi decisiva sua atuação à
frente das equipes e seleções e na direção de cursos de técnicos, durante três anos,
na Liga Carioca de Basquetebol, em esforço que precedeu a criação da Escola Nacional de
Educação Física e Desportos.
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Os sucessos de suas equipes no exterior firmaram o basquetebol brasileiro no
conceito internacional. Desde 1948, quando obteve o terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de
Londres, a seleção masculina tem-se classificado entre as seis primeiras em quase todas
as competições de que participou.
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Organização do basquetebol. Dirigido a princípio pela Federação Internacional
de Handball, o basquetebol emancipou-se em 1932, ao ser fundada em Lausanne a atual
Federação Internacional de Basquetebol Amador (FIBA), a que se filiam as entidades
nacionais. A FIBA teve sua sede em Roma até a entrada da Itália na segunda guerra
mundial, transferindo-se então para Berna (Suíça). Está hoje instalada em Munique
(Alemanha). Sua administração é composta de um Bureau Central, formado por presidente, cinco vice-presidentes (um por
continente), secretário-geral, secretário-adjunto, tesoureiro e vários membros avulsos.
De quatro em quatro anos, reúne-se o Congresso Internacional.
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